quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Alcachofras

Fiquei procurando o livro de histórias que tinha aquela menina pequenininha que morava numa alcachofra, a pequerrucha, não sei por que achei o livro, mas não achei a alcachofra aberta, linda, com aquela cor maravilhosa. Será que era em outra história? Outro livro?




Alcachofra eu gosto de qualquer jeito.

Lembro de uma vez que uma amiga nossa pediu para fazer uma festa de aniversário e eu e a Márcia , outra amigona, fizemos um pão de alcachofra com os miolos e colocamos todas as folhas arrumadinhas num pratão com vários molhos para as pessoas comerem a vontade.

O pão era em forma de uma alcachofrona linda e o prato de folhas também parecia uma enorme alcachofra. Muito lindo tudo aquilo!

Uma boa idéia para esses tempos que elas estão tão grandes e gostosas.

Nunca vou me esquecer daquela festa, acho que foi uma das primeiras, senão a primeira que fiz.

Tenho que confessar que não é meu forte nem nunca foi, este negócio de festas...

Lembra Marcinha, ficamos fazendo montes de empadinhas na sua casa?

Bom essa foto tem folhas soltas de duas alcachofras, imaginem que lindo com milhões de alcachofra em um prato gigante e vários molhos, do lado uma cesta para as folhas já usadas...
Só as folhas juntas...
Um bom aperitivo... Uma ótima idéia!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mint Julep by Magoo fotos minhas

“The Mint Julep has risen to fame as the traditional cocktail of the Kentucky Derby horse race, held in Kentucky, in the southern US, each May. There are many variations of the basic mix, but the key is to serve it cold and fresh.” ***




Nossa variação foi feita de Gin.



• Dissolver uma colher de açúcar em um pouco de água no fundo de um copo grande

• Juntar o caldo de brotos de hortelã macerados com um pouco de Gin (coar que fica mais bonito!)

• Encher o copo de gelo moído até a boca.

• Decorar com brotos de hortelão escolhidos e

• Verter uma dose generosa de Gin

• Completar com club soda ou tônica





A receita original é com Bourbon, o hortelã não é macerado nem tão pouco completa-se o copo com água... Vai whiskey mesmo. É feito com Vodka também.



**** Drinks- Vincent Gasnier

Pé de Moleque de Karo


Outra receita que me lembra as festinhas de aniversário.

Esta também vem do caderno da Tia Sônia.

Esta sim paparicava agente o tempo todo.

Nas férias, praticamente quem tomava conta das crianças era ela. Quem fazia os bolos de chocolate quadradinhos com cobertura de limão e açúcar, panquecas, os doces nos copinhos individuais, outras gostosuras, era ela. Além de costurar e tricotar miutíssimo bem!

Esse pé de moleque era especial porque ela colocava uma colher de bicarbonato de sódio, aí ele enchia de bolhas e ficava todo crocante por dentro. Podia ser assim ou sem bicarbonato, aí ficava mais compacto.
Depois de ferver bem espalhava no mármore untado com manteiga e quebrava aos pedaços. O ponto é de bala, bolhas pequenas, muitas bolhas pequenas e começa a escurecer o pé de moleque, igual ao açúcar queimado.
Quando joga o bicarbonado, no fim ele levanta um monte de bolhas! Fica marrom claro!!



Se quiser fazer uma coisa mais incrementada , troque o amendoim por amêndoas, nozes, avelãs, fica muito bacana. Dá até para dar de presente!
Como hoje é o dia das crianças quem quiser ainda dá tempo de fazer. É bem rápido.

Feliz Nosso Dia!!!!!

Vamos aproveitar pra dar muita risada, fazer muita bagunça, não arrumar nada, comer besteira, dormir muito, vestir roupa bem velha e gostosa, ficar descalços, despenteados, deitados ao sol que apareceu e deixar o dia passar...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Torta de amêndoas



8 ovos mais ou menos...
Esta torta de amêndoas é a coisa mais gostosa da minha vida.


Esta receita vem da minha bisavó Hilda, mãe do meu avô Otto e está no caderno da minha avó Gilda, Tia Sônia, minha mãe, meu, minha outra avó, tias avós, enfim esta sim é uma receita de família.

Lembro de comer no aparta mento da vovó Hilda, na Glória, Rio de Janeiro, quando íamos para alguma festinha de aniversário.

Ela mal falava português, com meu avô com certeza era só em alemão, e conosco era bem baixinho em um português com bastante sotaque.

Era uma típica velhinha de histórias, cabelo branquinho com um coque, óculos redondinhos, queixo bem para frente, corcundinha, baixinha, vestida de preto, com uma mão bem comprida.

Sempre brincávamos que ela estava conservada em álcool, ou melhor, vinagre, porque ela tomava um cálice de vinho no almoço e outro no jantar, mas como no Rio era muito quente o vinho ia azedando, virando vinagre e ela continuava tomando mesmo assim até a garrafa acabar.

Faziam o maior auê por causa desta torta, lembro de comê-la, nem lembro se gostava ou não, nesta época agente nem reparava nessas coisas...

Só sei que a vovó Hilda não dava a receita de nada para ninguém e todos morriam de vontade de fazer isto ou aquilo, mas só podíamos comer na casa dela.

Quando íamos embora tinha a história que ela ia para a varanda dar tchau e nós ficávamos no carro dando tchau até desaparecer, todas as crianças, meus primos, meus irmãos, eu porque poderia ser a última vez!

Ela viveu muito até aos cento e poucos anos conservada em vinagre.

No fundo temos algumas receitas dela e muitas lembranças.

Uma das mais marcantes é que ela morria de medo de raios e trovões e em Petrópolis sempre que chovia, queimávamos Palma Benta para que a tempestade se acalmasse e ela deixasse de ficar com medo.

Não vou fazer esta receita porque não posso comer, mas façam porque é ótima e fácil, sem erro e muito gostosa.

Caderno da Tia Sônia, irmã do meu pai, minha querida...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Come nasce un amore...

Cheguei em casa, liguei a televisão e estava passando uma  novela e tocando


Amor escuza me...

Claro que depois daquela conversa de saudades, sentei e quase me debulhei em lágrimas.

Juro que a partir de amanhã vou procurar escrever mais de comida mesmo do que todas estas coisas que eu fico com vontade de escrever.

Hoje eu li : Clarisse Lispector



Bom, na minha humilde condição de contadora de casos e de receitas vou continuar...

Logo que mudei para São Paulo descobrimos as cantinas.

Famosas cantinas italianas que no Rio, se tinham deviam ser poucas, eu não as conhecia.

Tamanha a minha tristeza de estar morando aqui, não conhecer ninguém, estar num colégio que mal falavam comigo, não ter o horizonte do mar, ninguém da família por perto, nenhum namoradinho, turma. Nem saber ir ao colégio sozinha eu sabia.

Totalmente infeliz! Coitada de mim!

O programa era sair para comer, jantar fora.

Vamos nos distrair, conhecer lugares novos!

Quando eu saí do Rio estava o auge do Nico Fidenco, Peppino di Capri, Rita Pavone, Sergio Endrigo.

Nem sei se era por causa dos meus pais ou porque todos gostávamos, eu sei é que eu adorava esses italianos. Também romântica do jeito que era, sou...

Entrávamos no restaurante, pedíamos a comida, não dava dez minutos, os homens vinham cantar perto da nossa mesa.

Pronto! Eu já estava totalmente emocionada, com um nó na garganta.

Segurava, segurava, mas não dava.

Caía na maior choradeira para o desespero dos meus pais e dos meus irmãos e claro, porque não, dos próprios músicos.

Il Mondo, Come nasce um amore, Amor escuza-me, eram fatais!

Até hoje meu coração fica pequenininho quando ouço estas músicas. Não choro, mas fico totalmente, totalmente... Muito... Muito emocionada!

Meu Deus! Mais um dos meus segredos. Aonde vou parar?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Einsbein, joelho de porco

Nunca fiz isto na minha vida!




Comi montes de vezes, adoro com chucrute, cozido, grelhado, pururuca, mas nunca fiz!

Comprei de curiosidade e estou adiando, adiando, e cada vez que olho toda aquela gordura, adio mais um pouco.

Não combina nada com as coisas que tenho feito ultimamente.

Nem sei por que fui comprar isso aí? Porque é gostoso que só!

Agora fico curiosa se vai ficar bom ou não, se consigo fazer.

Também tem uma coisa, não quero seguir nenhuma receita daquelas alemãs tradicionais.

Gostaria mesmo é de cozinhar em água e sal e depois temperar com cerveja, ou mostarda e mel e colocar no forno bem quente até pururucar e comer com batatas cozidas.

Coisa bem simples.

Nada de chucrute porque aqui em casa não faz muito sucesso e noutro dia mesmo eu fiz.


Quem sabe assim pode ser um prato mais leve e serve para fazer de vez em quando durante a semana e vou me aprimorando para fazer um almoção num fim de semana com chucrute, kassler, lombinho, salsicha, batatas e tudo que tem direito para depois dormir a tarde inteirinha.

Vou cozinhar amarrado para não desmanchar e só colocar um pouco de sal na água e açúcar, alecrim, talvez zimbro e louro.

Depois de cozido, forno até a gordura derreter e depois ainda o grill para ver se pururuca.

Nessas horas é que eu sinto a maior falta do meu forno de lenha, da minha churrasqueira, da minha casa, jardim, árvores... Espaço...

Já pensou? Colocar num forno de lenha um Einsbein bem temperadinho, algumas batatas com casca... Deixar aquilo pururucar... Tostar...

Esqueci de cortar a gordura em quadrados... Cortei... Forno 260 graus! 1 hora, 1 hora e meia,  mais ou menos, depois de cozido.

Molho de mostarda, mel e laranja, coloco de vez em quando.
 
Dá para umas 4 pessoas, sei lá... muita gordura, pouca carne e muito forte. Ficou um pouco duro,  presunto puro!

Talvez só cozido fique melhor ou à pururuca, depois de cozido jogar no óleo beeem quente.

Vou uivar na varanda com o Mané, é o que me resta...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Meu Pierrot apaixonado...



Nesta manhã fria aconteceu algo inusitado!


Fui acordada pelos uivos do Mané, meu Bassé, que tinha voltado da rua, aos trancos e barrancos, trazido no colo pela Tide.

Fiquei na cama esperando para ver se era mesmo alguma coisa grave, tipo uma doença, um atropelamento... Assim sem saber se pulava da cama rápido, se ouvia algum choro de gente, alguma voz alterada de marido, filho, mas não ouvi nada.

Minutos depois ouvi outro choro do mane, uns uivos ele se mexendo pra lá e pra cá, veio até meu quarto, colocou as patinha na minha cabeceira, chorou um pouco, saiu..

Nossa, será que ninguém desceu com o animal? Eu ouvi quando eles entraram. Será que não deram comida?

Ai que preguiça!

Não vou levantar agora, são 7.30 hrs só pra ver o que aconteceu. Pode esperar mais um pouco.

Nada do cachorro sossegar, chorava, ia de um lado pro outro e de vez em quando parava e uivava


Que droga!

Que quê aconteceu?

Sabe que é Da. Mônica, é o primeiro cio da cachorra com cara de Pit Bull daquele homem bem alto que mora ali na esquina e o Mane quis ficar com ela e o homem se mandou. De lá pra cá o Mané enlouqueceu e já fugiu na rua, já fez cocô andando, tive que trazer no colo o coitado até aqui em cima, num come nem nada e só faz chorar!

Pois é, são 11hrs e o cachorro não para de chorar.

Que é que faço?

Agora que estou escrevendo até que ele dormiu um pouco.

15 hrs continua chorando...
Foi passear na rua sentou e começou a uivar....